“Como as brigas dos pais afetam os comportamentos dos filhos”

É preciso que homem e mulher compreendam que a sua dinâmica enquanto casal – e não só enquanto pai e mãe – também é importante para a saúde emocional de seus filhos.

Se o alimento é um componente fundamental para o desenvolvimento físico das crianças, um ambiente doméstico seguro e acolhedor o é para a sua saúde e desenvolvimento emocional. E se engana quem pensa que é apenas a maneira como os pais exercem a sua parentalidade que beneficia ou prejudica a construção desse ambiente. A dinâmica do relacionamento dos pais enquanto casal também tem grande influência na saúde mental e, consequentemente, no comportamento dos filhos. 

Quando um bebê, uma criança ou até um adolescente presencia com frequência brigas entre os pais, por exemplo, o ambiente se torna inseguro para ele, contribuindo para o desencadeamento de reações como ansiedade, comportamento agressivo, dificuldades de relacionamento tanto no contexto familiar como no extrafamiliar e, até mesmo, sentimento de culpa.

Isso acontece porque, diante de um ambiente irritadiço e continuamente estressante – resultado de constantes desentendimentos –, é comum os filhos acharem que contribuíram para esse cenário e, muitas vezes, assumem a responsabilidade de apaziguar os pais, explica a psicóloga e terapeuta familiar Clarice Ebert.

“Essa responsabilidade exige um alto investimento de energia psíquica que deveria ser canalizada para as tarefas de seu próprio desenvolvimento e não para mediar os conflitos dos pais, se escondendo ou se recolhendo em sua expressão como pessoa com medo de ser um estopim da briga ou mesmo entrando em defesa daquele que julga ser a maior vítima na situação”, afirma Clarice. “Exigir que uma criança assuma um papel que não é dela interfere em sua saúde mental, tanto no presente como no futuro”.

Elas observam tudo
Você já deve ter escutado algum pai ou mãe de uma criança pequena fazendo comentários do tipo: “Ela é muito esperta! Só tem 2 anos e já sabe desbloquear o celular sozinha!”. Muito provavelmente, esses pais não pararam para ensinar a filha a desbloquear o celular. Ela aprendeu observando. E assim acontece com absolutamente todos os outros hábitos dos pais. Se a criança vê com frequência, ela vai repetir.

Para a psicóloga, as crianças sempre vão absorver muito além daquilo que é dito. “A postura dos pais são uma didática viva de como viver e conviver. As famílias onde as interações ocorrem mediadas por brigas, gritos e agressões expressam uns aos outros uma afetividade tóxica”, explica Clarice. “Isso mostra um investimento de energia afetiva, mas que faz mal, pois ao invés de comunicar aconchego, que gera confiança e segurança, fomenta-se um contínuo estado de alerta”.

E é esse estado de alerta e de tensão que pode desencadear os mais variados transtornos de ansiedade e até depressões causadas pela falta de esperança em uma afetividade que tenha como base a confiança. Além, é claro, da “grande probabilidade de os filhos serem fiéis representantes do que aprenderam de seus pais, reproduzindo ao longo da vida interações mediadas por brigas, gritos e agressividade”.

Assertividade na resolução dos conflitos
Mas se um lar deve ser um ambiente de amor e afeto, isso significa que ele deve ser isento de desentendimentos? É claro que não. Discutidas e resolvidas com maturidade e proatividade por marido e mulher, as diferenças de opiniões, atitudes e pensamentos são até saudáveis não só para o relacionamento como para toda a família, pois é através delas que nos esforçamos para nos colocar no lugar do outro e, assim, crescemos como família.

Por isso, a orientação é para que os pais “assumam a responsabilidade de monitorar as suas irritações e de resolver seus conflitos de forma mais assertiva”, ressalta a terapeuta. “Eles devem sair da automática reatividade, na medida em que se posicionam mais proativos. Isso fará um bem enorme para os filhos, para o casamento e para toda a família”.

Parentalidade e conjugalidade
Nem negados e nem adiados: os problemas conjugais devem ser sempre resolvidos. E para a psicóloga, isso deve estimular os casais a não deixarem que a parentalidade destrua sua conjugalidade e vice-versa. “Pais que deixam de ser casal para se assumirem apenas como pais, dificilmente conseguem manter um ambiente saudável para os filhos. Assim como o casal, quando tiver filhos, deve assumir o posto de pai e mãe”, explica.

É necessário que tanto a parentalidade quanto a conjugalidade sejam cuidadas e nutridas. Quando homem e mulher compreendem a importância da complementariedade desses papéis, estão verdadeiramente cumprindo a sua vocação e garantindo o bem-estar de seus filhos.

Brigamos! E agora?
Na hora em que os nervos estão à flor da pele não é fácil se controlar para evitar uma briga. Caso ela aconteça na frente dos filhos, a melhor saída é aproveitar a oportunidade para ensinar a eles o que se deve fazer depois que alguém comete um erro, briga e desrespeita o outro.

“É preciso mostrar que você entendeu o seu erro, que está arrependido e que por isso está disposto a pedir perdão e reparar o dano causado”, orienta a terapeuta familiar. Porém, o mais importante é que esse ensinamento não fique somente nas palavras. “Depois disso, seguir na monitoria das próprias irritações será indispensável, pois senão será apenas um teatro, o que por sua vez, ensina a dissimulação”.

Fonte: Sempre Familia


Festa de Natal 2019

Festa de Natal 2019

Para celebrar o Natal a Associação ABRIGO recebeu 535 pessoas de Equipamento de Infância e Ensino Básico do Agrupamento Escolas Poeta Joaquim Serra:

  • EB1/JI Alto Estanqueiro;
  • EB1 Afonsoeiro;
  • EB1/JI Bairro do Areias;
  • EB1/JI Novos Trilhos/Atalaia;
  • EB1/JI Sarilhos Grandes;
  • EBI Esteval;
  • EB1 Jardia.

Durante a manhã de hoje, no Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida, entoaram-se canções infantis em conjunto com a Companhia de Teatro Cativar.

Diante de um ecrã a criança transforma-se numa espécie de porta USB ou numa impressora

Ou seja, transforma-se num ser amorfo, que em vez de agir, reage — ou nem isso. Quem o diz é Catherine L’Ecuyer, doutorada em Educação e Psicologia e autora do bestseller “Educar na Curiosidade”.

Canadiana a viver em Barcelona, tem um currículo que impressiona, desde os artigos académicos mais famosos à coluna de opinião no El País, passando pelos livros feitos bestsellers internacionais ou pelo doutoramento acabado de concluir em Educação e Psicologia. Ainda assim, não é por “Educar na Curiosidade” ter sido traduzido em oito línguas, incluindo português, e ir já na 25ª edição em Espanha, que Catherine L’Ecuyer é uma sumidade na matéria.

Fonte: Observador

V Fórum Abrigo: apreciações finais

Os participantes do V Fórum Abrigo foram convidados a responder a um questionário que permitia aferir as motivações que os levaram à participação e qual a opinião dos mesmo face ao V Fórum.

Apresentamos de seguida os gráficos criados após a análise dos resultados obtidos através das respostas aos questionários.

V Fórum Abrigo é notícia nas televisões portuguesas

No passado dia 9 de Maio decorreu, no Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida, o V Fórum Abrigo.

Abaixo poderá ver algumas noticias que passaram nos media sobre o evento.


Notícia “Associação de solidariedade social Abrigo organiza fórum sobre apoio de jovens e crianças em risco”. Em directo na RTP1, no dia 9 de Maio.

Notícia “V Fórum da Associação Abrigo: PGR garante que há muito investimento a fazer na protecção de menores”, no Jornal da Uma, na TVI.

Agradecimento ao Colégio Saint Daniel Brottier

A ABRIGO agradece às crianças e profissionais do Colégio Saint Daniel Brottier a doação generosa de bens alimentares e de higiene para as famílias acompanhadas pela Associação Portuguesa de Apoio à Criança.

Bem hajam.

Festa de Natal e de Reis da Abrigo

No passado dia 4-01-2019 a Abrigo realizou, no Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida, uma sessão de teatro para as crianças de alguns jardins de infância e escolas de primeiro ciclo, do Concelho do Montijo.

A Cativar – Teatro para a Infância apresentou o seu espectáculo de Natal “A Loja dos Sonhos”.

“Estado ignora a lei e abandona famílias de acolhimento” – Jornal de Notícias

Os adolescentes em famílias de acolhimento em Portugal têm uma qualidade de vida muito próxima da generalidade das crianças. Esse sentimento não é partilhado pelos jovens institucionalizados, cujos níveis de bem-estar são substancialmente mais baixos.

No entanto, o Governo, ao arrepio da lei e em contraciclo com boa parte dos países europeus, continua a dar preferência ao acolhimento em residências, onde estão 87% dos menores à guarda do Estado.

Só 246 (3%) crianças e jovens que o Estado protege estão a ter o direito a crescer numa família, e são cada vez menos. Portugal destoa na Europa, até entre países do Sul. Em Espanha e em Itália, mais de metade dos menores sob o cuidado do Estado encontram-se em famílias de acolhimento. Irlanda e Noruega apresentam taxas que rondam os 90%.

Fonte: Jornal de Notícias

“Portugal, no que diz respeito a crianças à guarda do Estado, está na liga dos últimos”

Investigador irlandês estranha que Portugal, que tanto valoriza a família, “não tente providenciar uma vida familiar a crianças que não a têm”. Só 3% das crianças retiradas às famílias estão com famílias de acolhimento.

Professor de Serviço Social e Política Social no Trinity College, em Dublin, Robbie Gilligan faz investigação sobre crianças e jovens à guarda do Estado. Neste momento, é um dos principais investigadores do projecto Care to Work Pathways, um estudo desenvolvido em seis países sobre a experiência de jovens adultos que cresceram nesse contexto e protagonizaram uma transição bem-sucedida para o mundo do trabalho. Faz parte da direcção da EUSARF, a Associação Científica Europeia para o Acolhimento Residencial e Familiar de Crianças e Jovens, cujo congresso bienal juntou, entre 2 e 5 de Outubro, mais de 700 investigadores/professores, técnicos e estudantes no Porto. Entre duas sessões do evento, desta vez organizado pelo Grupo de Investigação e Intervenção em Acolhimento e Adopção da Universidade do Porto, conversou com o PÚBLICO sobre a experiência irlandesa, a construção do futuro de quem cresce à guarda do Estado e a realidade portuguesa, que suscitou um manifesto a instar o Governo a tomar medidas para trocar unidades residenciais por acolhimento familiar.

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Fonte: Publico

“A criança e o aprender” – Psicomindcare – Dra. Joana Duarte (Psicóloga Clínica)

Educar uma criança significa conduzir a criança, o que prossupõe uma relação entre um adulto, que sabe conduzir, e uma criança, que precisa de ser conduzida, de um patamar de saber insuficiente para um de conhecimento aumentado. Esta relação deve ser benéfica para a criança e não deve ser assente na crença de que o adulto conduz altivamente a criança e que esta se deixa conduzir passivamente.

Aprender tem origem na palavra apreender que implica o uso das mãos. Aprender vem de prender, isto é, de ligar, unir o que estava separado. Com as mãos se estabelece ligações afectuosas, o primeiro aprender que temos na vida veio do agarrar afectuoso das nossas mães.

As primeiras aprendizagens são feitas pelas interacções afectuosas entre a mãe e o seu bebé.

Para uma criança estar disponível para a aprendizagem escolar e para que possa ter sucesso, os saberes básicos tem de estar consolidados. Estes saberes assentam no diferenciar entre o que é presença e o que é a ausência; entre o bem-estar e o mal-estar; entre o feio o belo; entre o bom e o mau, entre o amor e o ódio, entre construir e destruir; entre verdade e mentira; entre liberdade e opressão; entre mulher e homem; entre pais e filhos; entre gratidão e inveja; entre o que causa malestar e o que causa alivio, entre outros.

Os saberes básicos transformam-se em aprenderes fundadores que devem ser feitos sempre através de interacções afectuosas, pois são saberes que provocam muitas angústias e se estas não forem contidas, em vez de estimularam o crescimento paralisam-no. Em vez de termos um aprender claro que promove o crescimento saudável das crianças temos um aprender confuso que vai comprometer o crescimento e o desenvolvimento saudável da criança. Esta vai ficar presa nesse nível onde surgiu a confusão.

Quando os aprenderes da vida ou aprenderes fundadores ficam bem consolidados, a criança está preparada para os aprenderes escolares. Se houver uma falha num aprender isso implica que houve falhas anteriores nas dimensões de acolhimento, suporte, contenção, organização e estimulação no processo educativo da criança.

Não podemos esquecer que existe uma ligação entre a saúde mental e a saúde pedagógica e aceitar que para aprender bem é preciso pensar bem, e para pensar bem é preciso estarem completos os aprenderes fundadores baseados em distinções de afetos.

Quando as confusões da criança diminuem, as angústias ficam suportáveis, a tristeza atenua-se, o pensar torna-se mais claro e eficaz, os aprenderes quer escolares quer os básicos, acontecem. A criança que consegue pensar bem aprende bem e o aprender bem leva a um pensar ainda melhor.

Segundo João dos Santos a educação deve inspirar-se numa pedagogia de relação. A escola se proporcionar um ambiente de pedagogia de relação poderá criar condições para desbloquear aprenderes fundadores que ficaram bloqueados. João dos Santos e os seus educadores acreditavam que quando criavam um ambiente de acolhimento em que a criança, desvalorizada e bloqueada, sentia que existia um interesse real por ela enquanto pessoa, fazia com que a criança se valorizasse aos seus próprios olhos centrando-se nas suas habilidades e capacidades atuais, e não nas suas dificuldades, insuficiências e insucessos. Este bom acolhimento permitia retomar a aprendizagem dos aprenderes fundadores que falharam ou ficaram bloqueados.

Uma pessoa só aprende quando encontra suporte e contenção suficiente e sobretudo se se sentiu estimulado. As crianças na escola precisam de encontrar professores que lhe ofereçam suporte, contenção e estimulação.

A escola deve ser vista pela criança como um local de aventura onde o professor é o guia.

A família e a primeira responsável pela consolidação dos aprenderes fundadores quando estes falham vai ser difícil para a criança aprender os saberes escolares. Por isso família e escola devem caminhar lado a lado

Joana Duarte, psicóloga clínica

Retirado de: http://uptokids.pt/educacao/a-crianca-e-o-aprender/
Acedido em: 14-02-2018

Associação Abrigo e Força Aérea concretizam sonho de dezenas de crianças

O aniversario foi da Base Aérea nº 6, mas foram as crianças quem recebeu “o maior presente das suas vidas”. A Abrigo, associação portuguesa de poio à criança, em parceria com a Força Aérea Portuguesa, proporcionou “a várias dezenas de crianças e famílias, junto das quais desenvolvera as respostas sociais, um batismo de voo” no imponente C-295M. durante cerda de meia hora as 30 crianças, acompanhadas por familiares, sobrevoaram a Serra da Arrábida, Tóia, Palmela, Costa da Caparica, Rio Tejo, Moita e Montijo sob a responsa­bilidade do capitão Diogo Duarte, piloto da aerona­ve, e do tenente Gheorghe Mudric. Da equipa de voo que supervisionou a via­gem das crianças faziam parte, ainda, os operado­res de cabine: 1° Sargento Hugo Coelho, 1° Sargento Marco Aires e 2° Sargento Simão Reis.

Grande parte dos contem­plados, com esta surpresa da Abrigo, por ocasião do 66° aniversario da Base do Montijo, “nunca tinham andado de avião, ainda que esta experiên­cia tenha mais adrenalina do que os aviões civis (para os que ja andaram). Muito bom”, relatou uma das mães no final do voo. Segundo a Associação, “uma menina de 10 anos que se sentiu indisposta durante o voo, no final garantiu que iria escrever esta viagem no seu diário, porque foi o melhor que he aconteceu ate hoje”.

Para ela, que viajou pela primeira vez e sem familiares presentes, «foi a melhor experiência da minha vida», disse em declarações aos jornalis­tas. A abrigo e uma IPSS com utilidade pública que desenvolve respostas sociais dirigidas a crianças e jovens em situação de risco e tem em curso vários projetos, nomea­damente o C.A.F.A.P, centro de apoio familiar e aconselhamento paren­tal, no âmbito da medida «Abrigo Famílias», que acompanha, desde 2015, mais de 200 crianças nos concelhos de Montijo e Alcochete.

Fonte: Jornal Regional Não Diário