Festa de Natal 2019

Festa de Natal 2019

Para celebrar o Natal a Associação ABRIGO recebeu 535 pessoas de Equipamento de Infância e Ensino Básico do Agrupamento Escolas Poeta Joaquim Serra:

  • EB1/JI Alto Estanqueiro;
  • EB1 Afonsoeiro;
  • EB1/JI Bairro do Areias;
  • EB1/JI Novos Trilhos/Atalaia;
  • EB1/JI Sarilhos Grandes;
  • EBI Esteval;
  • EB1 Jardia.

Durante a manhã de hoje, no Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida, entoaram-se canções infantis em conjunto com a Companhia de Teatro Cativar.

Diante de um ecrã a criança transforma-se numa espécie de porta USB ou numa impressora

Ou seja, transforma-se num ser amorfo, que em vez de agir, reage — ou nem isso. Quem o diz é Catherine L’Ecuyer, doutorada em Educação e Psicologia e autora do bestseller “Educar na Curiosidade”.

Canadiana a viver em Barcelona, tem um currículo que impressiona, desde os artigos académicos mais famosos à coluna de opinião no El País, passando pelos livros feitos bestsellers internacionais ou pelo doutoramento acabado de concluir em Educação e Psicologia. Ainda assim, não é por “Educar na Curiosidade” ter sido traduzido em oito línguas, incluindo português, e ir já na 25ª edição em Espanha, que Catherine L’Ecuyer é uma sumidade na matéria.

Fonte: Observador

V Fórum Abrigo: apreciações finais

Os participantes do V Fórum Abrigo foram convidados a responder a um questionário que permitia aferir as motivações que os levaram à participação e qual a opinião dos mesmo face ao V Fórum.

Apresentamos de seguida os gráficos criados após a análise dos resultados obtidos através das respostas aos questionários.

V Fórum Abrigo é notícia nas televisões portuguesas

No passado dia 9 de Maio decorreu, no Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida, o V Fórum Abrigo.

Abaixo poderá ver algumas noticias que passaram nos media sobre o evento.


Notícia “Associação de solidariedade social Abrigo organiza fórum sobre apoio de jovens e crianças em risco”. Em directo na RTP1, no dia 9 de Maio.

Notícia “V Fórum da Associação Abrigo: PGR garante que há muito investimento a fazer na protecção de menores”, no Jornal da Uma, na TVI.

Agradecimento ao Colégio Saint Daniel Brottier

A ABRIGO agradece às crianças e profissionais do Colégio Saint Daniel Brottier a doação generosa de bens alimentares e de higiene para as famílias acompanhadas pela Associação Portuguesa de Apoio à Criança.

Bem hajam.

Festa de Natal e de Reis da Abrigo

No passado dia 4-01-2019 a Abrigo realizou, no Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida, uma sessão de teatro para as crianças de alguns jardins de infância e escolas de primeiro ciclo, do Concelho do Montijo.

A Cativar – Teatro para a Infância apresentou o seu espectáculo de Natal “A Loja dos Sonhos”.

“Estado ignora a lei e abandona famílias de acolhimento” – Jornal de Notícias

Os adolescentes em famílias de acolhimento em Portugal têm uma qualidade de vida muito próxima da generalidade das crianças. Esse sentimento não é partilhado pelos jovens institucionalizados, cujos níveis de bem-estar são substancialmente mais baixos.

No entanto, o Governo, ao arrepio da lei e em contraciclo com boa parte dos países europeus, continua a dar preferência ao acolhimento em residências, onde estão 87% dos menores à guarda do Estado.

Só 246 (3%) crianças e jovens que o Estado protege estão a ter o direito a crescer numa família, e são cada vez menos. Portugal destoa na Europa, até entre países do Sul. Em Espanha e em Itália, mais de metade dos menores sob o cuidado do Estado encontram-se em famílias de acolhimento. Irlanda e Noruega apresentam taxas que rondam os 90%.

Fonte: Jornal de Notícias

“Portugal, no que diz respeito a crianças à guarda do Estado, está na liga dos últimos”

Investigador irlandês estranha que Portugal, que tanto valoriza a família, “não tente providenciar uma vida familiar a crianças que não a têm”. Só 3% das crianças retiradas às famílias estão com famílias de acolhimento.

Professor de Serviço Social e Política Social no Trinity College, em Dublin, Robbie Gilligan faz investigação sobre crianças e jovens à guarda do Estado. Neste momento, é um dos principais investigadores do projecto Care to Work Pathways, um estudo desenvolvido em seis países sobre a experiência de jovens adultos que cresceram nesse contexto e protagonizaram uma transição bem-sucedida para o mundo do trabalho. Faz parte da direcção da EUSARF, a Associação Científica Europeia para o Acolhimento Residencial e Familiar de Crianças e Jovens, cujo congresso bienal juntou, entre 2 e 5 de Outubro, mais de 700 investigadores/professores, técnicos e estudantes no Porto. Entre duas sessões do evento, desta vez organizado pelo Grupo de Investigação e Intervenção em Acolhimento e Adopção da Universidade do Porto, conversou com o PÚBLICO sobre a experiência irlandesa, a construção do futuro de quem cresce à guarda do Estado e a realidade portuguesa, que suscitou um manifesto a instar o Governo a tomar medidas para trocar unidades residenciais por acolhimento familiar.

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Fonte: Publico

“A criança e o aprender” – Psicomindcare – Dra. Joana Duarte (Psicóloga Clínica)

Educar uma criança significa conduzir a criança, o que prossupõe uma relação entre um adulto, que sabe conduzir, e uma criança, que precisa de ser conduzida, de um patamar de saber insuficiente para um de conhecimento aumentado. Esta relação deve ser benéfica para a criança e não deve ser assente na crença de que o adulto conduz altivamente a criança e que esta se deixa conduzir passivamente.

Aprender tem origem na palavra apreender que implica o uso das mãos. Aprender vem de prender, isto é, de ligar, unir o que estava separado. Com as mãos se estabelece ligações afectuosas, o primeiro aprender que temos na vida veio do agarrar afectuoso das nossas mães.

As primeiras aprendizagens são feitas pelas interacções afectuosas entre a mãe e o seu bebé.

Para uma criança estar disponível para a aprendizagem escolar e para que possa ter sucesso, os saberes básicos tem de estar consolidados. Estes saberes assentam no diferenciar entre o que é presença e o que é a ausência; entre o bem-estar e o mal-estar; entre o feio o belo; entre o bom e o mau, entre o amor e o ódio, entre construir e destruir; entre verdade e mentira; entre liberdade e opressão; entre mulher e homem; entre pais e filhos; entre gratidão e inveja; entre o que causa malestar e o que causa alivio, entre outros.

Os saberes básicos transformam-se em aprenderes fundadores que devem ser feitos sempre através de interacções afectuosas, pois são saberes que provocam muitas angústias e se estas não forem contidas, em vez de estimularam o crescimento paralisam-no. Em vez de termos um aprender claro que promove o crescimento saudável das crianças temos um aprender confuso que vai comprometer o crescimento e o desenvolvimento saudável da criança. Esta vai ficar presa nesse nível onde surgiu a confusão.

Quando os aprenderes da vida ou aprenderes fundadores ficam bem consolidados, a criança está preparada para os aprenderes escolares. Se houver uma falha num aprender isso implica que houve falhas anteriores nas dimensões de acolhimento, suporte, contenção, organização e estimulação no processo educativo da criança.

Não podemos esquecer que existe uma ligação entre a saúde mental e a saúde pedagógica e aceitar que para aprender bem é preciso pensar bem, e para pensar bem é preciso estarem completos os aprenderes fundadores baseados em distinções de afetos.

Quando as confusões da criança diminuem, as angústias ficam suportáveis, a tristeza atenua-se, o pensar torna-se mais claro e eficaz, os aprenderes quer escolares quer os básicos, acontecem. A criança que consegue pensar bem aprende bem e o aprender bem leva a um pensar ainda melhor.

Segundo João dos Santos a educação deve inspirar-se numa pedagogia de relação. A escola se proporcionar um ambiente de pedagogia de relação poderá criar condições para desbloquear aprenderes fundadores que ficaram bloqueados. João dos Santos e os seus educadores acreditavam que quando criavam um ambiente de acolhimento em que a criança, desvalorizada e bloqueada, sentia que existia um interesse real por ela enquanto pessoa, fazia com que a criança se valorizasse aos seus próprios olhos centrando-se nas suas habilidades e capacidades atuais, e não nas suas dificuldades, insuficiências e insucessos. Este bom acolhimento permitia retomar a aprendizagem dos aprenderes fundadores que falharam ou ficaram bloqueados.

Uma pessoa só aprende quando encontra suporte e contenção suficiente e sobretudo se se sentiu estimulado. As crianças na escola precisam de encontrar professores que lhe ofereçam suporte, contenção e estimulação.

A escola deve ser vista pela criança como um local de aventura onde o professor é o guia.

A família e a primeira responsável pela consolidação dos aprenderes fundadores quando estes falham vai ser difícil para a criança aprender os saberes escolares. Por isso família e escola devem caminhar lado a lado

Joana Duarte, psicóloga clínica

Retirado de: http://uptokids.pt/educacao/a-crianca-e-o-aprender/
Acedido em: 14-02-2018

Associação Abrigo e Força Aérea concretizam sonho de dezenas de crianças

O aniversario foi da Base Aérea nº 6, mas foram as crianças quem recebeu “o maior presente das suas vidas”. A Abrigo, associação portuguesa de poio à criança, em parceria com a Força Aérea Portuguesa, proporcionou “a várias dezenas de crianças e famílias, junto das quais desenvolvera as respostas sociais, um batismo de voo” no imponente C-295M. durante cerda de meia hora as 30 crianças, acompanhadas por familiares, sobrevoaram a Serra da Arrábida, Tóia, Palmela, Costa da Caparica, Rio Tejo, Moita e Montijo sob a responsa­bilidade do capitão Diogo Duarte, piloto da aerona­ve, e do tenente Gheorghe Mudric. Da equipa de voo que supervisionou a via­gem das crianças faziam parte, ainda, os operado­res de cabine: 1° Sargento Hugo Coelho, 1° Sargento Marco Aires e 2° Sargento Simão Reis.

Grande parte dos contem­plados, com esta surpresa da Abrigo, por ocasião do 66° aniversario da Base do Montijo, “nunca tinham andado de avião, ainda que esta experiên­cia tenha mais adrenalina do que os aviões civis (para os que ja andaram). Muito bom”, relatou uma das mães no final do voo. Segundo a Associação, “uma menina de 10 anos que se sentiu indisposta durante o voo, no final garantiu que iria escrever esta viagem no seu diário, porque foi o melhor que he aconteceu ate hoje”.

Para ela, que viajou pela primeira vez e sem familiares presentes, «foi a melhor experiência da minha vida», disse em declarações aos jornalis­tas. A abrigo e uma IPSS com utilidade pública que desenvolve respostas sociais dirigidas a crianças e jovens em situação de risco e tem em curso vários projetos, nomea­damente o C.A.F.A.P, centro de apoio familiar e aconselhamento paren­tal, no âmbito da medida «Abrigo Famílias», que acompanha, desde 2015, mais de 200 crianças nos concelhos de Montijo e Alcochete.

Fonte: Jornal Regional Não Diário

“Metade das crianças para adoção ficam nas Instituições” – Jornal de Notícias

A nova Lei da Adoção tem já dois anos, mas, apesar de ter encurtado prazos, para se agilizarem os processos, as adoções decretadas continuam a ficar aquém das crianças inicialmente propostas. Em 2016, das 830 que tinham como projeto de vida a adoção – entre as 8175 que estavam institucionalizadas -, apenas 361 viram esta medida ser confirmada judicialmente. Ou seja, menos de metade. Quem está no terreno diz que, “para começar, o acolhimento nas instituições deveria mesmo ser temporário”. Uma análise dos números permite perceber que, entre 2015 e 2016, diminuíram as situações propostas de 882 para 830; que aumentaram de 359 para 361 as decretadas e que baixou o número de casos à espera entre uma fase e outra. Mas isso só acontece porque são menos os que têm este projeto de vida.

“O que se passa é que em Portugal não temos, de facto, acolhimento temporário de crianças em risco”, avança Luís Villas- Boas, diretor do Refúgio Aboim Ascensão, uma instituição de acolhimento no Algarve. Aquele responsável sublinha que “todo o acolhimento deveria ser mesmo temporário, com o objetivo de, o mais rapidamente possível, entregar as crianças às famílias ou a famílias adotivas”. O que “não devem é ficar eternamente nas instituições”, afirma. Só em 2017, do Refúgio Aboim Ascensão “saíram 30 meninos para adoção”, assevera. Atualmente, a lei obriga a que se defina se uma criança é ou não adotável no prazo máximo de um mês. Os números revelam, porém, que de 2015 para 2016 diminuíram os projetos de vida para adoção.

Para agilizar os processos – já num momento posterior -, a Lei 143/2015 encurtou, por exemplo, a fase de pré-adoção, não podendo ultrapassar os seis meses (antes, era um ano). Chegados a esta fase, se tudo correr bem, passado meio ano deve ser decretada. Apenas em casos muito excecionais a lei prevê, no ponto 5 do artigo 50º, que este período possa ser alargado por mais três meses.

E ainda antes disto, na fase de seleção dos candidatos a pais, os serviços que dão início ao processo devem acabar a sua avaliação também num prazo máximo de seis meses. Nestas duas etapas, seleção dos pais e pré-adoção, a lei poupou um ano a futuros pais e filhos.

400 crianças que ninguém quis

Então, por que razão é que não são decretadas mais adoções? Porque a questão vai além do que a lei pode ou não pode agilizar. Esta é uma matéria que esbarra também nos candidatos a adotar. Dos menores que são propostos para adoção, nem todos terão candidatos a pais.

No início de 2016, dados oficiais davam conta de 399 pequeninos que ninguém queria, apesar de haver quase duas mil pessoas em lista para adotar.

Com alguma variação nos números, esta é uma realidade constante há muitos anos. Para o Instituto da Segurança Social, isto “explica-se com o facto de a maioria das crianças propostas para adoção ter mais de seis anos e a maioria dos candidatos a pais quererem crianças até aos seis anos”.

Também é difícil que irmãos sejam adotados, ainda que ao longo dos anos a situação tenha melhorado, e dificilmente alguém adotará crianças com problemas de saúde. De resto, “ainda é muito cedo para avaliar o impacto desta lei”, concluiu Luís Villas-Boas.

Institucionalização arrasta-se no tempo

Segundo o último relatório CASA, estavam institucionalizadas 8175 crianças, no ano de 2016. Dessas, 5779 tinham iniciado o acolhimento num ano anterior a 2016. Do número total, apenas 2396 iniciaram o acolhimento no
ano em causa.

Meninos seguidos na saúde mental

Ainda de acordo com o último relatório CASA, que caracteriza o acolhimento em 2016, quase 80% dos meninos que estavam institucionalizados tiveram acompanhamento na área da saúde mental e um quinto (1600) estava mesmo medicado.

Conhecer as origens biológicas

A nova lei prevê que os jovens que foram adotados possam, a partir dos 16 anos, conhecer toda a informação sobre os seus pais biológicos. Para isso, têm de solicitar os dados aos serviços da Segurança Social. “Os organismos da Segurança Social, mediante solicitação expressa do adotado com idade igual ou superior a 16 anos, têm o dever de prestar informação, aconselhamento e apoio técnico no acesso ao conhecimento das suas origens”, pode lerse. Ainda assim, o diploma remete para o Código Civil, mais concretamente para o n. s 2 do artigo 1985, para lembrar que os pais biológicos podem não autorizar informação sobre a sua identidade, desde que emitam uma declaração expressa. De resto, a Segurança Social deve manter toda a informação a propósito das origens biológicas do jovem que foi adotado durante 50 anos após a data da sentença de adoção. Esta nova lei, que passa a ser regulada por diploma próprio (143/2015) prevê, igualmente, tudo o que diga respeito à adoção internacional.

Fonte; Jornal de Notícias